Vendas no varejo recuam 0,62%, primeira retração em 20 meses

Acompanhe - 11/09/2013

Comercio-Foto-Getty-Images-1Brasília – O atual contexto de crise econômica, onde os juros altos, desvalorização do real perante o dólar e crescente inflação corroem a renda do trabalhador, começa a afetar as vendas do varejo, que sofreram em agosto a primeira retração dos últimos 20 meses. O recuo foi de 0,62% ante o mesmo mês do ano passado, segundo a Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL/SPC Brasil). As informações são do jornal Correio Braziliense (11).

Por conta da preocupação dos consumidores com a instabilidade econômica, a CNDL revisou mais uma vez a projeção de crescimento das vendas em 2013 para baixo. A estimativa, que no começo do ano era de 6%, caiu para 4,5% há dois meses e, agora, é de 4%. Por sua vez, a inadimplência cresceu 0,72% na comparação com agosto do ano passado.

Para o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR), titular da comissão de Finanças e Tributação da Câmara, os indicadores confirmam o colapso econômico que há tempos vem sendo alertado pelos tucanos.

“O que nós estamos vendo hoje é o resultado de uma política econômica desastrosa. O governo, nos últimos anos, optou por estimular o crescimento via consumo: ampliando financiamento da linha branca de eletrodomésticos, com prazos longos para o pagamento de automóveis. Ou seja, estimulou o consumo pelo endividamento”, afirma.

“Esse ciclo, por muitas vezes interminável, se exauriu. As famílias estão endividadas e, consequentemente, começam a retrair o consumo de coisas básicas e essenciais. Compram menos para poder pagar suas contas. É um ciclo vicioso: uma coisa puxa a outra e, daqui a pouco, vemos o Produto Interno Bruto (PIB) virar aquela miséria de 1% ao ano”, avalia.

O tucano defende que o governo petista deveria ter optado pelo crescimento sustentável do país: com investimentos em infraestrutura, financiamento de bens de capital e melhor administração do câmbio, que, desregulado, criou através dos anos um processo de desindustrialização por conta do maior número de importações que de exportações.

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11/09/2013