Plano Real contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros

O Plano Real, que neste domingo (1º), completa 18 anos, revolucionou a economia brasileira. Acabou com a inflação, fez com que o Brasil recuperasse crédito para investir e, o mais importante, contribuiu para melhorar a qualidade de vida e o poder de compra dos cidadãos.

Acompanhe - 29/06/2012

Brasília – O Plano Real, que neste domingo (1º), completa 18 anos, revolucionou a economia brasileira. Acabou com a inflação, fez com que o Brasil recuperasse crédito para investir e, o mais importante, contribuiu para melhorar a qualidade de vida e o poder de compra dos cidadãos.

Com o Real…

A inflação passou de 2.477,15% para 2,2% ao ano (1993 e 2009).

Os preços se estabilizaram. Uma padaria do Distrito Federal manteve o pão francês a R$ 0,09 entre 1995 e 1998.

Nos dois primeiros anos de vigência do Plano, a participação dos 50% mais pobres da população na renda nacional subiu 1,2%. E a dos 20% mais ricos diminuiu 2,4%.

A proporção de pobres na população brasileira, que era de 33,4% , passou para 25%. Especificamente da classe E, a redução foi de 50%.

Em números absolutos, a redução da quantidade de pobres foi de 13 milhões. Esse foi o total de pessoas que deixaram a linha da pobreza entre os meses que antecederam a criação do plano – quando Fernando Henrique Cardoso já era Ministro da Fazenda – e outubro de 1996.

O comércio de cimento para o cidadão que queria reformar ou ampliar a casa disparou após a chegada do Real. Em 1997, comercializou-se 44% mais cimento do que a quantidade vendida antes da mudança na economia. O Nordeste foi a região em que mais se verificou o aumento.

Nos primeiros anos, o brasileiro se viu com mais dinheiro para investir em lazer e diversão. O efeito foi percebido no verão de 1997: muitos dos lojistas do litoral de São Paulo tiveram seus estoques esgotados.

Aumentou em 50% o número de pessoas que viajaram ao exterior, entre 1994 e 1996.

Os cidadãos consumiram 60% mais alimentos nos primeiros anos, não somente nos produtos de primeira necessidade. A venda de iogurte, por exemplo, teve elevação de 86% entre 1994 e 1997.

Os supermercados, nos primeiros 26 meses do real, registraram crescimento de 45% nas vendas a varejo. Como comparação, o crescimento do PIB no período foi de “apenas” 11%.

Em 1996, a renda de 10% das camadas mais carentes da sociedade teve aumento de 27%.

Se hoje parecem “peças de museu”, na década de 90, videocassetes e CDs player foram verdadeiros expoentes da tecnologia aliada ao lazer. O consumo desses itens disparou após o Real: as famílias de classes D e E, que tinham apenas 5% de videocassetes em seus lares, em 1994, passaram a um patamar de 11%, em 1996. Já o consumo de aparelhos de CD subiu de 1% para 7%, no mesmo período.

A indústria nacional importou 230% mais máquinas. Também no mesmo período, elevou-se em 34% o consumo de resina pelas fábricas.

Antes de o Brasil celebrar o crescimento da classe C, o país acompanhou a inclusão das classes D e E na sociedade de consumo. A simples queda da inflação fez com que a renda desse grupo subisse 28%. Esses cidadãos passaram a ter prazer em consumir artigos como roupas, como demonstrou pesquisa publicada pela Folha de S. Paulo, em 1996.

O Nordeste foi a região que mais sentiu os efeitos do real. A economia cresceu 11,2% nos primeiros anos do Real, em comparação com os 10,9% de evolução do Brasil como um todo.

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29/06/2012