Permanecer no Mercosul é prejudicial ao país
Brasília (DF) – O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) disse nesta segunda-feira (24) que os problemas enfrentados por Argentina e pela Venezuela, como a crise ambiental e a inflação alta, podem dificultar as negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.
O parlamentar lembrou que a presidente Dilma Rousseff esteve na reunião da cúpula Brasil-União Europeia para tentar impulsionar a concretização desse acordo, realizado na Bélgica.
Caso o acordo entre os dois blocos não se viabilize, Ruben Figueiró espera que o Brasil tenha uma proposta alternativa, em que cada país do Mercosul proponha um ritmo diferente da redução de tarifas e benefícios aos europeus.
Para o senador, o melhor mesmo é o Brasil fazer um acordo bilateral com os europeus, em vez de insistir num acordo entre os blocos, até porque 20% das exportações brasileiras vão para a União Europeia. Para Ruben Figueiró, o Brasil está se prejudicando ao se manter atrelado ao Mercosul.
“O Brasil tem que pensar claramente se quer seguir o caminho de inclusão nas cadeias produtivas globais, ou se continua participando desse grupo fechado que, em última análise, se prejudica por regras protecionistas entre si. Já disse outras vezes e repito: o Brasil deve sair do Mercosul”, afirmou o tucano.
No pronunciamento, Figueiró lembrou os 30 anos do primeiro grande comício pelas eleições diretas para a Presidência da República, ocorrido em janeiro de 1984 em Curitiba (PR). O senador contou que foi a sexta pessoa a assinar a proposta de emenda constitucional (PEC0 que instituía as eleições diretas, de autoria do então deputado Dante Oliveira. Ele lamentou que a proposta tenha sido rejeitada, mas observou que teve resultado positivo porque gerou um grande movimento em defesa das eleições diretas.
Do Portal do PSDB no Senado