“Quanto mais mentiras eles disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”

Em Brasília, Serra abriu a campanha do 2º turno e convocou aliados a lutar pela democracia

Acompanhe - 06/10/2010

Em Brasília, Serra abriu a campanha do 2º turno e convocou aliados a lutar pela democracia

Brasília (06) – Restabelecer valores como coragem, ética e honestidade. Criar um governo de união e de políticas para todos os brasileiros. Reagir aos boatos: “Dizem que sou contra os concursos.  Mas, como governador, promovi concursos para preencher 110 mil vagas na administração de SP”.

Responder às provocações: “Quanto mais mentiras eles disserem sobre a gente, mas verdades contaremos sobre eles.” E uma homenagem à senadora Marina Silva: “É uma pessoa íntegra, que teve um papel muito importante nesta campanha ao aproximar muitas pessoas, principalmente os jovens da política.”

Foram esses os pontos principais do discurso em que o candidato do PSDB/DEM/PPS/PTB à Presidência, José Serra, ao abrir, hoje, num hotel, em Brasília, a campanha do segundo turno.

Participaram da cerimônia os governadores eleitos de Minas, Antônio Anastasia; do Tocantins, Siqueira Campos; de São Paulo, Geraldo Alckmin;  do Paraná, Beto Richa; e de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM). Também, estavam presentes os senadores eleitos de Minas, Aécio Neves e Itamar Franco (PPS)/ de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB).

Em seu discurso, Serra lembrou que o Brasil atual começou a nascer 25 anos atrás, com as lutas pela  sua redemocratização e com a eleição de Tancredo Neves para a Presidência, em 1985.

O candidato destacou que o SUS foi implantado quando Itamar Franco era o presidente. Foi também durante a administração do agora senador eleito por Minas, que Fernando Henrique foi nomeado para o Ministério da Fazenda. “O Plano Real – destacou – foi obra de Itamar e Fernando Henrique. Foi Itamar também que colocou o Brasil nos trilhos.

Ironizando o comportamento do presidente Lula durante a atual campanha, Serra recordou que, em 2002, Fernando Henrique se comportou como chefe de Estado nas eleições daquele ano. Serra também respondeu a Lula, que sempre criticou o acordo do Brasil com o FMI em 2002: “Esse empréstimo foi para garantir a estabilidade do governo que viria a seguir”.

“Não vou tratar a oposição como inimiga. Na oposição ao governo Lula, o PSDB foi uma oposição ‘soft’. Não vou governar para uma facção. Vou governar para todos os brasileiros. Ninguém vai ser exterminado. Nada mais neoliberal do que a política econômica do atual governo.”

Serra também ironizou as críticas do PT às privatizações: “Apesar de criticarem muito, mantiveram as privatizações que fizemos. Quero lembrar que fui do tempo em que quem tinha telefone era obrigado a declarar ao Imposto de Renda. Hoje, existem no país 200 milhões de telefones”.

O candidato também ironizou os desmentidos de Dilma Rousseff sobre o aborto:  “Não vou dizer que sou a favor pois sou contra. Só tenho uma cara.” E lembrou que, agora, o PT discute como tirar essa questão do seu programa.

“Vale a pena respeitar as pessoas e suas instituições. Vale a pena ser decente, ser honesto. É o que fica”, encerrou Serra conclamando a todos para sair do encontro com o desejo de lutar pela democracia brasileira.

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06/10/2010